Faxina Mental. Vamos faxinar?

Está se tornando rotina, todos os dias eu abro alguma rede social e vejo as pessoas compartilhando notícias das mais fantasiosas, opiniões absurdas e pareceres sem base alguma. Me digam, pessoal, o que está acontecendo?

Recentemente Fabí e eu estávamos conversando sobre as enciclopédias que líamos quando pequenas, uma das coisas que temos muito em comum é o gosto pela leitura. Naquela época tudo isso aqui era mat… não… não tinha como procurar termos específicos com ctrl+f, nem mesmo caçar a melhor imagem para imprimir, você tinha que ler textos e mais textos até achar o que queria e as imagens eram “xerocadas” ou recortadas de livros velhos, revistas ou jornais. Eu me lembro muito bem das horas a fio que ficava debruçada sobre os livros, os meus preferidos eram os de História e, veja só, um Código Civil antigo.

Mas daí a revolução surgiu, fácil, rápida e instantânea, poderia ser um miojo, mas é a internet. Um bilhão de páginas de conteúdos catalogadas, a maior e mais diversificada biblioteca do mundo ao alcance de um clique. E as pessoas tem preguiça de se inteirar.

Tudo bem que hoje em dia as coisas acontecem muito mais rápido que antigamente, e isso é efeito colateral de uma série de coisas, inclusive da instantaneidade da internet e, venhamos e convenhamos, é difícil acompanhar tudo o que aconteceu on time. Mas, de fato, o que me incomoda é a grande bolha em que as pessoas se colocam, cada vez mais se mantendo longe do confronto de ideias, da experimentação, da expansão do conhecimento.

Existe um bilhão de coisas para serem descobertas dentro e fora da internet, mas na maioria das vezes ficamos tão apegados ao que somos (ou ao que pensamos ser) que não ousamos pisar um milímetro sequer fora do quadrado, e existem tantas formas por aí.

Eu mesmo tenho um exemplo: lá na minha adolescência achava uma lástima esses tais de Arctic Monkeys, mas daí resolvi deixar pra lá algumas ideias bem retrógradas e hoje em dia não passo mais que 3h sem ouvir. Isso é um processo de amadurecimento e expansão. Você provavelmente não pensa igual pensava há 10 anos e provavelmente não pensará igual daqui a dez anos, mas o fato é que sempre estamos dispostos a nos apegar a certos conceitos como se fossem verdades absolutas sem nunca dar chance para o outro lado da moeda, ou a outra carrocinha de cachorro quente, ou àquela outra praia ou aquela banda e etc e etc..

Esses paradigmas que se acumulam feito poeiras pelos cantos. Hora da faxina.

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